Deu aquela vontade louca de voltar aqui e lembrar de tudo. Apesar dos apesares, QUE SAUDADE!

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O fim nem sempre é o fim

Oi, gente! 

É a Dani aqui e hoje foi o último dia de aula. Últimos dias sempre me fizeram pensar sobre tudo o que aconteceu comigo no ano, como eu mudei e como coisas que eu nunca imaginaria aconteceram. Normalmente, essa minha atividade reflexiva ocorre no ano novo (que, na minha humilde opinião, só serve para essas minhas reflexões e para empurrar minha irmã no mar e falar “volta pro mar, oferenda”) mas esse último dia de aula foi muito marcante para mim, e por isso esse post não seguirá o tema do blog, sendo um post meu.

Eu não sei se vocês se lembram, mas eu entrei esse ano na Mobile, influenciada principalmente por uma aposta com minha irmã. Eu não esperava ter dificuldades nas matérias, mas tive (e muitas, por sinal). Eu via as pessoas e não me identificava de jeito nenhum e achava o projeto do Mobile na Metrópole – sinceramente – um saco. Após muitas montanhas-russas de sentimentos, sofrimentos, nervosismos, choros, desesperos, ansiedades e dificuldades, vejo como esse ano me mudou e se tornou muito importante para a minha vida e pelo o que sou como pessoa. 

Esse ano me ensinou a estudar, coisa que eu nunca gostei e sempre evitei, mas sempre soube o quanto era necessário. Me ensinou a ouvir, porque quando meus colegas discutiam em sala de aula eu tinha que prestar atenção, já que muitas vezes caia nas provas (afinal, as opiniões deles eram muitas vezes importantes e relevantes). Me fez conhecer pessoas e gostar de pessoas que eu nunca me imaginaria amiga, mas que agora são muito importantes para mim. Mudei alguns de meus ideais e crenças, me envolvi mais, pensei mais e senti mais. E isso me fez muito bem e só tenho o que agradecer. As transformações foram incríveis, e eu fico muito feliz por isso. Pô, quem diria que eu choraria porque vou ficar com saudades de um professor de MATEMÁTICA? Ou que passaria a gostar de verdade do mobile da metrópole? Ano passado eu  com certeza diria que não, além de dar umas boas risadas. 

Ontem, após a aula de História Eletiva, estava conversando com a Ligia (uma pessoa que eu achava que NUNCA me tornaria amiga e que agora acho absolutamente incrível como pessoa e amiga) e perguntei se ela imaginava que as coisas estariam iguais são agora. Ela me respondeu  que nunca. Eu também nunca imaginaria e posso ver que agora é até melhor que minha imaginação.

Na aula de literatura hoje, o professor João Cunha deu barquinhos de papel com fragmentos ou poemas escritos e, quando abri o meu, me deparei com uma frase do Álvaro de campos que li no Tumblr outro dia e coincidentemente pensei a semana toda: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo” (nossa, esse destino, uau) e estranhamente me lembra uma passagem de um dos meus filmes favoritos, As Vantagem de ser Invisível. A passagem é a seguinte: 

Não vou entrar em detalhes sobre isso, mas vou dizer que houveram dias ruins. E alguns lindos dias inesperados. Eu não sei se terei tempo de escrever mais cartas, porque talvez eu possa estar muito ocupado tentando viver. Então, se essa for minha última carta, saiba que estive em uma situação ruim, e você me ajudou. Mesmo que eu não soubesse o que eu estava falando ou conhecesse alguém que já passou por isso, você fez eu não me sentir sozinho. Porque sei que existem pessoas que dizem que essas coisas não acontecem. Que há pessoas que se esquecem do que é ter dezesseis anos quando fazem dezessete. Sei que isso tudo não passará de histórias algum dia, e nossas fotografias um dia serão antigas e todos nós nos tornaremos pais de alguém. Mas nesse momento, esses momentos não são histórias. Isso está acontecendo. Eu estou aqui e estou olhando para ela. E ela é tão linda… e eu consigo enxergar… Este é o momento em que você percebe que você não é uma história triste. Que você está vivo. Você se levanta e vê as luzes nos prédios e tudo que faz você acreditar que está realmente acontecendo. E está ouvindo aquela música, naquele passeio com as pessoas que mais ama nesse mundo. E, nesse momento, eu juro… nós somos infinitos.”

Então é isso, para o infinito e além.

Beijos e até logo,

Dani

Avaliação do projeto

Oi, pessoal

Durante o ano, passamos por muitos “perrengues” participando do projeto e fazendo o vídeo: muito tempo gasto pesquisando, entrevistando e editando, dificuldades na aquisição de materiais essenciais para a produção do mini-documentário, pressão de ter que entregar os subprodutos (sejam posts ou vídeos) a tempo, discordâncias, e até brigas entre nós. Mas, no final, tudo deu certo, e chegamos aqui, agora, na reta final do Mobile Na Metrópole. Este aqui é o último post obrigatório, mas não significa que é o último post nesse blog.

Assim, queremos compartilhar com vocês o que esse projeto foi para a gente, como isso afetou nossa vida escolar e nossa vida pessoal. Todos nós concordamos que nossa relação com São Paulo mudou com o MNM.

A Marina, entretanto, acredita que a extensão do projeto até o final do ano não é conveniente, pois, para ela, a “viagem” trouxe mais impacto à vida do que o processo de criação do documentário, que, para ela, é apenas um retrato de um tema específico da nossa cidade que nada lhe acrescentou (tirando o fato de ter mudado sua visão sobre o que está a sua volta). Assim, recomendaria que o projeto fosse encurtado, pois a simultaneidade das preocupações relativas ao MNM e às notas provoca GRANDE desgaste psicológico.

Nesse ponto, a Luísa concorda que dá muito trabalho e, por isso, recomenda que nos próximos anos, a “carga horária” gasta (e exigida) no projeto seja menor. Entretanto, esse contra não superou a aquisição de aprendizado quanto à tecnologia, à nossa cidade e às diferentes pessoas que aqui convivem.

Para a Dani, o projeto foi legal mas o vídeo argumento (obrigatório) pareceu inútil para o processo de criação do documentário e, por isso, sugeriria que, no ano que vem, não fosse compulsória a criação de um vídeo argumento.

O Yoram acredita que o projeto teve muito boas intenções com seu objetivo de mudar a relação do aluno com a cidade, mas acredita que poderiam melhorar na execução desse. Ele não curtiu a obrigação de ter um blog que precisava ficar postando muito para ter uma nota alta, e que gastava tempo precioso nas épocas de provas. Apesar disso, entende a função dele e sua necessidade no registro do processo. Concorda com a Marina que a extensão do projeto para o quarto semestre foi muito taxativo para os alunos. Para o próximo ano, recomenda que os blogs sejam avaliados somente pelos posts obrigatórios e que os professores não obriguem, mas estimulem os grupos a escreverem posts além dos obrigatórios.

É isso. Obrigado

-O grupo

Avaliação do nosso trabalho em grupo

Oi oi gente!

Estamos escrevendo em grupo para falar o que gostaríamos de ter feito de diferente no trabalho para que obtivéssemos um resultado melhor quanto à forma e ao conteúdo do nosso produto final.

Bom, todos nós podemos concordar em um ponto: COM CERTEZA editaríamos o documentário com maior antecedência. Por causa das recuperações semestrais de todos os membros, não gravamos nem em julho e nem nas primeiras duas semanas de agosto. Sendo assim, acabamos ficando com um tempo muito menor que os outros grupos tiveram para gravar e montar o documentário. Isso nos deixou bem desgastados, já que parte do grupo passou todos os dias dos finais de semana e do feriado antes da entrega final do trabalho se dedicando à obtenção de imagens e correndo atrás de conteúdo legal e pertinente e outra parte, editando.

Na verdade, a desorganização do grupo foi anterior às férias e às recuperações: desde o começo do ano, o grupo não tinha uma união que nos permitisse como um todo resolver nossas divergências de ideias. Isso culminou na tardia escolha do tema de trabalho. A desarmonia seguiu presente durante o primeiro semestre, o que impediu a pesquisa coletiva de dados e pesquisas que poderiam embasar o documentário. O vídeo argumento não escapou dessa e custou muito para sair, visto que deixamos para as últimas horas (literalmente) o roteiro, as filmagens e a edição. Ou seja, nós não soubemos nos organizar muito bem, e isso foi – sinceramente e justamente – refletido na nota.  Só mais tarde, com a tensão de ter que cumprir a data de entrega do trabalho final, é que conseguimos nos entender melhor e finalmente produzi-lo.

Podemos concluir, portanto, que, se tivéssemos criado uma relação mais amistosa, nosso compromisso com o trabalho e nossa dedicação teriam sido maiores e, com certeza, o resultado final teria nos agradado mais. Mesmo assim, achamos que, dentro do possível, conseguimos nos virar bem e aceitar nossas diferenças para trabalhar como uma verdadeira equipe para concluir definitivamente o trabalho. A Dani até disse como ficou orgulhosa!

Então é isso por hoje! Bom feriado para vocês!

Abraços,

-O grupo

Mudança da minha relação com São Paulo

Oi aqui é a Luisa,

A pergunta do dia é se a minha relação com São Paulo mudou após três dias de estudo do meio, e do projeto como um todo. A resposta é definitivamente sim! Através do projeto,conheci áreas de São Paulo que nunca tinha estado antes e notei a diversidade imensa de pessoas e de culturas que temos na metrópole! Os dias do estudo do meio possibilitaram que eu olhasse São Paulo com novos olhos, aumentando minha vontade de conhecer cada canto da metrópole, pois percebi que a cidade tem muito a oferecer! O resto do projeto contribuiu para que essa nova visão sobre São Paulo se prolongasse e resultasse em novas descobertas sobre a cidade! Sendo assim, posso afirmar com convicção que minha relação com SP se modificou após o projeto já que, antes deste, eu não tinha interesse nenhum pela cidade.

Boa noite, Luisa

O estudo do “meio”

Olá leitores, aqui é novamente o Yoram com mais um post de reflexão. Desta vez, o tema é a nossa relação com São Paulo após o estudo do meio e após o MNM como um todo.

Bom, nos três dias e estudo do meio, eu vi e vivi muitas coisas que não tinha antes, mesmo vivendo nessa cidade desde o nascimento. Aprendi sobre diversos lugares novos, e conversei com bastante gente diferente do que converso diariamente. Aprendi que as ruas são muito mais que apenas lugares perigosos, onde acontecem crimes, onde têm muito transito, onde mendigos dormem. Ela pode ser um lugar de arte e de trabalho, onde vários batalham para ganhar seu pão de cada dia ou levar ao mundo suas opiniões por meio da intervenção artística. O grafite, principalmente, não é apenas pichação de espaços públicos.

Em relação ao projeto inteiro, acredito também que estou mais sábio em relação à cidade. Falei com jovens que querem entrar na faculdade para seguir um sonho profissional que tinha desde criança (o que no começo eu não achava que era real). Visitei um hospital público para conseguir filmagens para o mini-doc. E aprendi ainda mais coisas dessa cidade, especialmente ligado ao tema do nosso doc. Fazer o projeto foi uma experiência árida, mas iluminadora.

-Yoram

O projeto mudou minha relação com São Paulo? – por Marina

Respondendo diretamente à pergunta, SIM!!!

Bom, no começo, como você que leu a página “Sobre nós”, em meados de março, eu estava MUITO desestimulada a “entrar de cabeça” no MNM porque eu achava que seria uma perda de tempo. Ledo engano. A viagem foi incrível, pois desde o começo eu me senti muito à vontade como nunca na minha cidade, mesmo em lugares considerados mais perigosos.

Realmente, os dias 6, 7 e 8 de maio mudaram minha visão sobre São Paulo: antes eu tratava as pessoas que aqui vivem como vítimas do ambiente desumanizador urbano. Depois, eu passei a ver a população, realmente, como seres humanos. Quando estou na rua e quero perguntar o horário para algum transeunte aleatório, não me sinto como se estivesse violando seu espaço privado, afinal não há porquê haver um distanciamento tão grande entre nós que impeça que possamos trocar algumas informações. Eu e ela(e) somos ambos parte de São Paulo, temos algo em comum… Além disso, passei a me sentir muito mais confortável usando o transporte público da cidade e andando por aí, mesmo que seja sem rumo.

Portanto, o MNM foi muito importante para o despreendimento de preconceitos que eu tinha sobre a cidade e para o maior sentimento de conforto nas ruas, mesmo quando eu estava filmando para o documentário. 😉

Beijos

– Marina

Relação nova? (por Dani)

Não, gente, não estou em um relacionamento sério a la facebook (hahah me sentindo na primeira cena do “Diário de Bridget Jones”, quando ela canta All by myself. Trágico, mas abafa)! A nova relação que eu digo é o tema do nosso segundo post obrigatório, onde tentamos explicar se nossa relação com São Paulo está diferente após todo o processo do Móbile na metrópole e se a relação se transformou após a “viagem” de estudo do meio. Ah, é a Dani falando – ou escrevendo? Nunca sei! – mas isso, se vocês não leram o título do post, já perceberam pela maneira que ele está escrito.

Bom, primeiramente vou responder o óbvio: o Móbile  na Metrópole como um todo mudou muito minha relação com São Paulo. Antes, por mais que eu fizesse atividades da cidade, frequentasse espaços públicos e eventualmente me locomovesse de transporte público (coisas que grande parte dos alunos do 2º ano não havia feito, mas ok), eu não me imersia nas situações. Era como se eu não estivesse sentindo o que estava acontecendo, o que é completamente diferente agora! Durante esse ano eu sentei  no meio da rua para gravar, entrevistei estranhos, pedi informações para pessoas reais (e não para o Google ou Waze), comemorei quando o ônibus chegou (lembram do daily vlog #3? Se não, clique aqui!) e fiz muitas outras coisas que eu JURO que não teriam acontecido se não fosse pelo projeto, e que realmente me fizeram sentir parte da cidade onde vivo!

Além disso, eu passei a observar melhor os detalhes de SP, antes porque pensava onde ficaria mais bonito na gravação do mini-documentário, porém agora involuntariamente, o que é muito legal, já que eu comecei a perceber flores novas nas ruas que sempre andei, os casais no metrô, pessoas desabrigadas abraçando animais, postes de ruas com carinhas e outras situações que alegram meu dia!

Na minha opinião, o mote da abertura de meus olhos foi a viagem, onde finalmente pude entrar de cabeça no projeto e passar a adotar esse olhar mais “artístico”, então, por mais que eu não considere que minha relação tenha se transformado logo na viagem, acho que a mesma foi fundamental.

É isso por hoje! Beijos e boa semana ❤️

-Dani

Ps: eu uso muitas exclamações, meu Deus! Vou tentar me controlar, prometo.

O que aprendi fazendo o documentário?

Oi, aqui é a Luísa

Fazendo o documentário aprendi muito, mas acho que o que mais marcou, e que definitivamente foi o mais difícil de aprender foi trabalhar em grupo. Dentro do nosso grupo há uma grande diversidade de opinião e achar uma forma de atender a todas, ou atender a maioria, foi bem difícil. Tivemos muitas dificuldades e fomos vencendo passo a passo. Agora no fim do projeto não posso afirmar que sei trabalhar em grupo perfeitamente, mas com certeza, evolui muito em relação a isso.

O nosso documentário não reflete todo o nosso processo de aprendizagem, ele traduz apenas uma parte desse processo. Ao longo do projeto, aprendemos muito, nos deparamos com uma diversidade de culturas e enfrentamos situações novas. Isso resultou em um longo processo de aprendizagem, não sendo possível de apresentá-lo em apenas 10 minutos. Em relação ao blog, ocorre o mesmo, este é apenas uma parte do nosso processo de aprendizagem, pois não foi possível registrar tudo o que experenciamos e descobrimos durante o projeto, pois muitas vezes, esquecíamos de registrar aqui o que nos interessava e o que tinha relação com nosso tema de pesquisa.

Beijo

-Luísa

Momento avaliação do projeto – dani (:

Oi oi gente!!!Primeiramente, boa noite e bom fim de ENEM pra vocês! Bom, estou escrevendo por causa do nosso primeiro post obrigatório desse bimestre, que pergunta o que (e se) aprendemos com o nosso mini documentário e se ele (mini doc) e o blog refletem nossa evolução com o projeto.

Bom, para começar, acho que devo relembrar vocês leitores que minhas expectativas do projeto eram negativas: eu achava que ia ser algo muito chato e trabalhoso. E isso aconteceu no começo, quando o grupo e eu estávamos desmotivados (o que reflete em nossos posts e, consequentemente, nossa nota, vale mencionar). Porém, quanto mais fazíamos o documentário e mais nos aprofundávamos no tema e não apenas o que a escola exigia como obrigatório, mais eu gostei de realizar esse projeto, me esforçando mais e isso se reflete não só em nossos posts mas também em nossa nota. Não sei se expliquei muito bem, então vou tentar exemplificar comparando nossa evolução com uma pessoa pós-término-de-relacionamento: primeiro a tristeza (no meu caso, por saber que eu teria que fazer o projeto), depois a negação (o que vemos pelos posts de – sinceramente – má vontade), depois a aceitação (e conformação que deveríamos fazer direito para ir bem) e por fim a superação (onde eu percebi que o projeto fica 40000000 vezes mais legal é interessante quando temos algum interesse por ele. Sendo assim, acho que o blog reflete bastante nosso processo de evolução. 

Já o vídeo do mini-documentário não reflete isso tão bem, já que, além de ser muito curto comparado ao tempo que estamos realizando o projeto, só mostra o produto final do nosso trabalho e não todo o nosso processo até ele.

O mini-documentário me fez aprender muitas coisas e me “fez crescer” e ser mais responsável com a escola. Além disso, ele me ajudou a melhorar minhas habilidades de trabalhar em grupo, escutar e respeitar as opiniões alheias e me fez conhecer/admirar/enxergar São Paulo de uma forma mais atenta, saindo da minha bolha individualista e passando a VER (de verdade) os outros, os locais em que sempre passamos mas guardam algo especial e os detalhes da cidade que antes eu nem repararia. 

Eu poderia falar muitas outras coisas que o mini doc me proporcionou e que eu aprendi, mas, para mim, a melhor coisa do projeto foi ter conhecido e me aproximado da Mah e da Lu, atuais amigas minhas e pessoas que eu não teria me tornado amiga sem o projeto, então o projeto foi muito bom para isso (que fofa).

Acho que é isso! Boa noite e boa sorte para enfrentar a semana #nãotafácilpraninguém!

Beijos, 

Dani